O portão da mansão Montenegro se abriu com a mesma solenidade fria de sempre.
Nada ali parecia feito para receber. Tudo parecia feito para lembrar quem mandava.
Valentina observou pela janela enquanto o carro avançava pelo caminho de pedra. As luzes externas acenderam uma a uma, automáticas, impessoais. A fachada surgiu imponente, silenciosa demais para um lugar que já tinha sido palco de tantas ausências.
Ela sentiu o aperto no peito antes mesmo de descer. Não era medo. Era memória.
O carro pa