A sala de conselho da Montenegro estava cheia.
Não cheia de barulho — cheia de peso.
A mesa oval de madeira escura refletia as luzes frias do teto, e ao redor dela estavam sentados homens e mulheres que não sorriam com facilidade. Diretores. Conselheiros. Acionistas. Gente acostumada a derrubar impérios com uma caneta.
Augusto Montenegro entrou primeiro.
Sem pressa.
Sem pedir licença.
Sentou-se na cadeira central — a da presidência — como se nada tivesse mudado. Como se o mundo ainda obedecesse