Valentina acordou devagar.
Não foi um despertar brusco — foi como voltar à superfície depois de muito tempo submersa. Primeiro, o calor. Depois, o peso firme de um braço ao redor da cintura. Por fim, o cheiro inconfundível.
Rafael.
Ela respirou fundo, como se precisasse confirmar que aquilo era real.
O peito dele subia e descia de maneira controlada, constante, como se tivesse passado a noite inteira ali, acordado o suficiente para protegê-la até dormindo. O braço envolvia seu corpo com cuidado