O carro da família Montenegro parou antes mesmo que o motorista desligasse o motor.
Clara abriu a porta sozinha.
Não porque tinha permissão.
Mas porque sabia que não adiantava fingir resistência.
A mansão Montenegro se erguia à frente dela como um animal antigo — imóvel, elegante, faminto. As luzes estavam acesas apenas o suficiente para mostrar que todos ali sabiam: ela tinha voltado. E não por vontade própria.
Dois seguranças surgiram quase no mesmo instante. Não tocaram nela. Não precisaram.