Rafael entrou no quarto em silêncio.
A porta se fechou atrás dele com um clique suave, quase respeitoso, como se não quisesse perturbar o momento que já existia ali antes de sua chegada.
Valentina estava deitada na cama, recostada entre travesseiros, um livro aberto nas mãos. O mesmo livro que ela comprou na livraria no dia do sequestro. Seria mórbido deixar ele, mas ela gostava do seu conteúdo.
Ao perceber a presença dele, Valentina abaixou o livro devagar, marcando a página com os dedos antes