Rafael estava na sala da suíte quando fez a ligação.
Não era um espaço grande, mas era organizado demais para parecer um quarto de hotel. Sofá em tons neutros, mesa baixa, documentos alinhados com precisão. Tudo ali refletia controle — exceto o homem parado próximo à janela.
Rafael observava o jardim interno da mansão Yamamoto, as árvores podadas com rigor quase cerimonial. O Japão tinha essa obsessão silenciosa por ordem. Ele respeitava isso.
Levou o telefone ao ouvido.
A chamada foi atendida