A chuva começou antes do amanhecer.
Grossa, pesada, incessante.
Era como se o céu de Atenas resolvesse, enfim, desabar sobre tudo o que restava das mentiras, dos segredos, dos pactos de poder.
Niko olhava pela janela do escritório, o rosto refletido no vidro.
Atrás dele, Larissa permanecia em silêncio, sentada, observando-o.
Sabia que aquela quietude escondia um turbilhão.
O cofre de Karalis fora aberto naquela madrugada.
Dentro, havia contratos, registros bancários, cópias de e-mails — provas