Três meses depois.
O verão havia retornado ao mar Egeu.
As águas estavam mais claras, e o vento, mais brando — como se até a natureza tivesse decidido perdoar o que o inverno deixara para trás.
A fundação Andreadis Global Initiative acabara de inaugurar uma nova sede em Santorini.
O evento era discreto, elegante, cercado de jornalistas e convidados internacionais, mas, para Larissa e Niko, aquilo significava algo muito mais íntimo:
um novo começo.
Ela caminhava pelo jardim branco e azul do edifício, os cabelos presos em um coque simples, um vestido leve balançando com o vento.
No olhar, havia calma.
Pela primeira vez em muito tempo, a paz não parecia uma pausa — mas um estado possível.
De longe, Niko observava.
Ainda havia sombras no olhar dele, marcas invisíveis da batalha que viveram, mas também havia algo novo: leveza.
O peso da culpa que o acompanhara a vida inteira começava a ceder espaço à gratidão.
Alexis se aproximou, entregando-lhe uma taça de vinho.
— Nunca pensei que veria