Atenas parecia respirar perigo.
O ar quente, o som distante dos carros e o murmúrio do mar tornavam a cidade um palco perfeito para um jogo de sombras.
Larissa Alexandra Botelho Andreadis não era mais a mulher ingênua que assinara um contrato de casamento por conveniência.
Agora, cada passo era calculado. Cada olhar, avaliado.
E cada noite, uma dúvida — se veria o amanhecer.
Desde que deixaram Istambul, o medo se tornara companheiro constante.
Niko tentava blindá-la de tudo, mas ela sabia que Andreas estava à frente deles.
O velho patriarca era uma mente fria, disciplinada, e conhecia os dois melhor do que ninguém.
Na mansão em Vouliagmeni, os seguranças dobraram.
As portas agora tinham código biométrico.
E mesmo assim, Larissa não se sentia segura.
Naquela manhã, enquanto tomava café no jardim, ouviu a voz de Niko pelo viva-voz, conversando com Alexis:
— Quero cada contato antigo de meu pai rastreado. Ele sempre deixa rastros, mesmo que ache que não.
— Senhor, ele está em movimento c