O som do disparo ecoou pelo porto, rasgando o ar como um trovão.
Por um instante, tudo pareceu imóvel — o vento, o mar, até o tempo.
Larissa abriu os olhos devagar, sem saber se ainda respirava.
Sentiu o calor do sangue escorrer em sua mão.
Mas não era o dela.
Niko estava ajoelhado à frente dela, o corpo arqueado, o rosto tenso.
O tiro o atingira no ombro esquerdo, perto do coração.
— Niko! — gritou ela, desesperada, segurando-o antes que ele caísse.
— Shh… — murmurou ele, com a voz rouca. — Nã