Passaram-se quatro anos desde a fuga.
O tempo, naquele vilarejo esquecido entre as montanhas, parecia correr em outro ritmo — lento, calmo, quase compassado ao som do vento que balançava as árvores.
Rose nunca mais havia saído dali. Não por medo, mas por escolha. Aquela terra, que no começo fora apenas um esconderijo, tornara-se um lar. Um refúgio. Um pedaço de paz que ela jamais imaginara ter.
A casa simples de madeira e pedra continuava de pé, com o mesmo jardim florido que Caterina cuidava co