Rose dormiu como há muito tempo não dormia. Um sono profundo, pesado, quase sem sonhos — como se o corpo e a alma tivesse finalmente encontrado abrigo depois de uma longa tormenta. Quando abriu os olhos, o quarto estava banhado por uma luz suave, filtrada pelas cortinas de renda simples. O silêncio era tão completo que ela precisou de alguns segundos para entender onde estava. Nenhum som de motores, nenhum passo apressado, nenhuma voz autoritária ecoando pelos corredores. Apenas o canto dos pás