O sol já começava a se esconder atrás das montanhas quando Rose trancou a porta do mercadinho. O som do cadeado se fechando ecoou como uma sentença.
O expediente havia terminado, mas a sensação de vigilância permanecia. O ar parecia mais pesado, cada sombra nas calçadas ganhava forma e intenção.
Rose ajeitou o casaco sobre os ombros, respirou fundo e saiu. Os passos eram rápidos, o olhar atento, o coração inquieto.
Não seguiu pelo caminho oposto — desviou por ruas paralelas, becos menos movim