A Fuga de Rose
O salão virou ruína de porcelana e promessas. O gosto do café azedou na boca de Rose; a voz de Dona Lúcia ainda vibrava pela casa como uma sentença. Ela não hesitou: virou-se e saiu apressada, saltos batendo nas pedras frias do corredor, cada passo um prego na tampa do caixão que era aquela família. Precisava pegar Elena e desaparecer — qualquer lugar seria melhor do que ficar onde o nome De Luca castrava corações.

Dona Lúcia acompanhou a nora com os olhos, uma figura de gelo. Em dois segundos ela já vira o jogo: olhos nos seguranças, sinal discreto. — O que estão esperando? — berrou pela porta.

— Ela não pode ir. — Virou-se para Martin, a voz cheia de veneno. — Ela vai pegar Elena.

Martin entrou em cena como um predador que gostou da caça. Hesitou apenas o suficiente para medir a vantagem. Frank, que já correra atrás de Rose, parou no meio do caminho, respirando fundo, tentando não explodir. Quando percebeu que os homens se colocavam nos corredores, seu rosto mudou: não de medo, mas
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