O carro avançava pela estrada, o silêncio só quebrado pelo ronco grave do motor. A mão dele permanecia firme sobre minha barriga, pesada, como se fosse um grilhão invisível. Eu queria afastá-la, queria gritar… mas meu corpo parecia traidor, preso entre o medo e a estranha sensação de segurança que aquele toque transmitia.
— Você não pode falar assim… — minha voz saiu trêmula, quase um sussurro.
Ele não tirou os olhos da estrada, mas senti a convicção em cada palavra:
— Mas é a verdade. Você e