O celular ainda vibrava na minha mão quando a porta se abriu. Arthur.
Meu coração parou.
Ele entrou sem dizer nada, a gravata já solta no pescoço, a expressão carregada. Eu gelei, ainda com Rafael do outro lado da linha.
— Arthur… — minha voz quebrou, o desespero me fazendo tropeçar nas próprias palavras. — Não é o que você tá pensando, eu… eu ia desligar, eu ia resolver antes que isso—
Ele não respondeu. Nem olhou direito para mim. Só caminhou firme, passos pesados, o olhar escuro fixo no cel