Arthur não desviava os olhos de mim. A pergunta ainda ecoava no ar, esmagando o pouco de ar que restava nos meus pulmões.
— É meu? — ele repetiu, mais baixo agora, quase um sussurro gélido.
— Não… não é… — tentei negar, a voz falha, o corpo todo em alerta. Mas mesmo antes de terminar a frase, vi o modo como ele me olhava: não era descrença, era certeza.
O pânico queimou meus olhos, e o silêncio me traiu.
Arthur avançou, lento, como um predador que já sabe a resposta antes da presa se mexer. Seg