Deslizo entre o sono e a vigília, presa num limbo onde o tempo se dissolve. Minha cabeça pende, golpeando o braço, e a dor que percorre meu pescoço me arranca do torpor. Os ombros latejam como se ardessem em brasas, e o estômago ronca alto, lembrando-me de que a fome é uma tortura constante. Estou exausta, faminta e sedenta. A exaustão é tamanha que os pensamentos se embaralham, transformando-se em ecos sem sentido.
A chuva cai lá fora, arrastando-se pela parede de pedra. Posso ouvi-la deslizan