Eu me recuso a continuar sendo o espetáculo deles. Um corpo exposto, uma fraqueza exibida para satisfazer o prazer cruel dos que vivem do meu sofrimento. Juro a mim mesma e a tudo que ainda resta em mim que nenhum deles verá mais minhas lágrimas. Nenhum deles verá minha fraqueza.
— Rosália! A voz de Ana ecoa pelo corredor.
— Estou bem! Minto, forçando um tom firme que mal sustenta o peso do desespero.
O corrimão escorrega sob minhas mãos suadas. Subo os degraus sem fôlego, sentindo o coração