Ele me ergue em seus braços antes mesmo que meu pé descalço toque o chão. A capa em que me envolveu escorrega dos meus ombros, e, por um instante, quase cai, mas ele a segura com firmeza, como se fosse mais uma extensão do controle que exerce sobre mim. O tecido me envolve novamente, e quando tento afastar o rosto do seu peito rígido, quando tento libertar meus pulsos de seu aperto, ele apenas aumenta a força.
— Me solte, Luciano. — minha voz sai tensa, um pedido que carrega raiva e cansaço.
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