Piso no véu arruinado e sinto o tecido áspero rasgar um pouco mais sob o meu calcanhar, como se aquele pedaço de renda preta fosse a derradeira metáfora da minha inocência sendo esmagada. Luciano fecha a mão em volta do meu braço firme demais, quente demais e me conduz até a porta da capela como quem retira uma peça do tabuleiro sem se importar com o que ela sente. Eu tropeço no próprio medo e, por um instante, quase peço para ele parar, mas a palavra morre na garganta, esbarrando na lembranç