Francisco balança a cabeça em silêncio e fecha a porta do meu escritório, deixando-me sozinho com Vittorio.
O velho está sentado em uma cadeira próxima à janela, a luz cinzenta do dia recortando sua silhueta frágil. A bengala repousa apoiada na perna, como se fosse uma extensão do próprio corpo. Ele parece estar se recuperando, sim, mas isso não diminui a impressão de vulnerabilidade que carrega. Ou talvez seja apenas a forma como eu o enxergo agora.
Caminho até a minha mesa e meu olhar pousa,