Sento-me na beirada da cama, o peso do corpo inclinado para a frente, os cotovelos apoiados nos joelhos, estudando minha esposa enquanto ela dorme. A respiração dela sobe e desce em um ritmo suave, quase hipnótico. Essa maré tranquila é o único conforto que encontro depois de tudo o que aconteceu. Saber que ela está aqui. Que está viva. Que está segura, ao menos por enquanto. Isso é tudo.
Agora eu entendo. Não há nada que Henrique não faça. Nada. Não existe alma que ele não sacrificaria para po