Capítulo 167

Sinto meu corpo inteiro pesar, como se fosse feito de chumbo. Braços, pernas, tudo. Ainda assim, ele me ergue sem esforço, como se eu não tivesse peso nenhum. Meu braço escorrega, mas ele ajeita devagar, com uma delicadeza que eu não esperava, pousando-o sobre minha barriga. É aí que percebo que as amarras sumiram. Tento abrir os olhos… mas só consigo flashes. Pequenos recortes da casa por onde estamos passando e tudo que vejo é sangue. Muito sangue. Morte por todos os lados.

Solto um gemido. Ele me aperta contra o peito, protegendo como se quisesse impedir o mundo de encostar em mim.

Quando volto a ter alguma noção, já sinto a vibração do carro em movimento. O pânico toma conta de mim tão rápido que quase me engasgo com o ar. Estão me levando de novo. O chão frio daquele carro volta à minha mente como um fantasma.

— Shh. Você está segura. Eu tô aqui.

Luciano.

A voz dele corta meu desespero. Acaricia o meu cabelo com dedos que parecem tão diferentes dos dedos que vi há pouco, quando
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