Capítulo - 168

A porta faz um estalo suave quando alguém a fecha atrás de nós. Ele se inclina e beija minha testa, minhas bochechas, minha boca devagar, com aquele cuidado que desmonta minha resistência. O tempo todo sussurra que está tudo bem, que acabou, que eu estou segura… que o bebê está seguro… que estamos em casa.

Mesmo tudo meio embaçado, reconheço o rosto dele. O jeito sombrio, cansado, familiar. Levo minhas mãos até seu rosto porque preciso sentir que é real. A quentura da pele dele, a maciez ali na curva dos lábios… Meu polegar passa pelos seus lábios antes de ele me beijar outra vez. As lágrimas deixam sal entre nós, mas não me importo. Abro os botões da camisa dele com dedos trêmulos, deslizando as mãos por baixo do tecido, procurando a pele dele com urgência. Eu preciso dele perto, tão perto que consiga me perder e me encontrar ao mesmo tempo.

Meus dedos tocam cicatrizes antigas. E eu quero conhecê-las. Quero memorizá-las uma por uma, entender que histórias carregam, quem ele era antes
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