Sento aqui na sala como se estivesse presa dentro de mim mesma. A casa inteira está silenciosa, mas minha cabeça não cala. Segurando essa lanterna — que já virou quase uma extensão da minha mão — eu fico encarando a porta como se, no momento em que ela abrir, minha vida fosse mudar de novo.
Henrique disse que mandaria uns homens. “Amigos”, ele chamou. Mas eu conheço bem esse jeito dele de empurrar as coisas com a barriga e fingir que está tudo sob controle. Não está. Nem pra ele. Nem pra mim. N