Capítulo 152

Sento aqui na sala como se estivesse presa dentro de mim mesma. A casa inteira está silenciosa, mas minha cabeça não cala. Segurando essa lanterna — que já virou quase uma extensão da minha mão — eu fico encarando a porta como se, no momento em que ela abrir, minha vida fosse mudar de novo.

Henrique disse que mandaria uns homens. “Amigos”, ele chamou. Mas eu conheço bem esse jeito dele de empurrar as coisas com a barriga e fingir que está tudo sob controle. Não está. Nem pra ele. Nem pra mim. Nem pra ninguém que se envolveu com Luciano Bonanno.

E, mesmo assim, fico repetindo na minha cabeça que ele não quis ser grosso, que ele não quis soar frio. Henrique também está sendo perseguido. Eu sei disso. Consigo até imaginar os homens do Luciano rondando ele, seguindo ele, pressionando ele… e o pior: não sei se meu marido já colocou as mãos nele. Só de pensar nisso, um arrepio sobe pelas minhas costas.

Meu telefone já está sem bateria há séculos, mas eu mantenho ele ao meu lado do mesmo jei
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