— Como está sua esposa? Santiago pergunta assim que chego à entrada, com aquele tom que tenta soar casual, mas não engana ninguém.
Eu seguro o ar por um segundo antes de responder.
— Ela está viva… digo, e engulo a seco, porque a palavra “viva” parece grande demais, pesada demais, quase irônica demais. Olho por cima do ombro dele, para dentro do vestíbulo enorme, iluminado demais, organizado demais, completamente oposto ao caos que vive dentro de mim.
As notas de “Sonata ao Luar” ecoam em alg