A enfermeira apenas acena com a cabeça, com aquele olhar meio assustado e meio curioso que as pessoas fazem quando percebem que entraram no meio de algo grande demais pra elas. Ela olha pra mim uma última vez rápido, quase como se estivesse pedindo desculpas com os olhos e sai praticamente correndo porta afora. O barulho da porta se fechando ecoa no quarto silencioso, e é só aí que eu viro devagar, muito devagar, para encarar Luciano.
Os olhos dele já estavam em mim.
Parados.
Firmes.
Quase que