Capítulo 11

Assim que me aproximei, a conversa cessou como se alguém tivesse apertado um botão. O ruído morno do salão, risos baixos, o tilintar das xícaras, o barulho das revistas, evaporou.

No centro daquele silêncio, os olhares se voltaram para mim como se eu fosse um objeto acidentalmente exposto no palco de um teatro. Meu irmão caminhava à frente, o peito erguido de uma forma que me fazia querer desaparecer no chão.

— Rosália. Ele disse, como se estivesse apresentando um troféu.

Senti o calor daquelas vozes masculinas antes mesmo de ver seus rostos. Eram olhos que avaliam com a mesma voracidade com que se avalia um cavalo em leilão com cálculo, desejo e desprezo misturados. Alguns tinham a idade suficiente para serem avôs, o que tornava tudo ainda mais absurdo e revoltante. Será que a civilidade deles nunca envelhecerá? Ou era a crueldade que permaneceu jovem naquele salão?

Os homens acenaram.

Um deles fixou-me de cima a baixo com uma curiosidade quase lasciva que fez meu estômago revirar.
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