Olhei para Henrique. Havia nele a sombra de algo firme como ferro uma crença de que isso era necessário. Olhei para Kleber, com o queixo empinado e dedos entorpecidos de poder, para as mulheres que desviavam o olhar como se nada fosse com elas. E senti algo se romper em meu peito. Não era apenas indignação; era um acumulado de anos em que meu corpo e minhas vontades foram considerados secundários.
— Sim. Disse, em voz baixa e ríspida.
— Faça o que for preciso.
As palavras saíram como uma traiçã