A Aposta
O sol ainda nem despontou completamente quando Letícia é acordada por um mugido longo e desesperado vindo do curral.
Ela se senta na cama, sonolenta, tentando entender se está sonhando ou sendo chamada para um tipo novo de tortura rural.
— Letícia! A voz de Henrique atravessa a janela, grave, autoritária.
— Preciso de você aqui fora!
Ela revira os olhos, coloca uma blusa por cima do pijama e sai tropeçando, ainda de chinelos, com os cabelos bagunçados e o olhar meio assassino.
— Sab