Amara
A cobertura tinha cheiro de fumaça e produto de limpeza. Vidros no chão, marcas de bala nas colunas, placas de metal amassadas. Em alguns pontos, o vento entrava assobiando por frestas novas, como se a noite tivesse lembrado à casa que ela também podia doer.
As câmeras ainda estavam lá fora, famintas. Drones rondavam à distância, procurando ângulos do desastre. Eu respirei fundo e encostei na mureta, olhando a cidade. Não era um cenário de vitória. Era sobrevivência.
— Você não precisa fa