CAP. 8 - Um homem doentiamente possessivo
POV: DOMINIC FERRARO
A agulha entrava e saía da minha pele com uma regularidade mecânica, mas eu mal sentia o aço perfurando a carne. A enfermeira tremia, o metal batendo contra a bandeja, enquanto tentava fechar o rasgo no meu braço — o beijo de despedida de uma bala na catedral. Eu não olhava para o ferimento; meus pensamentos estavam na cela lá embaixo. Quando você é forjado na dor por tanto tempo, ela deixa de ser um alerta. Torna-se apenas um ruído de fundo, como a chuva batendo no telhado