Mundo de ficçãoIniciar sessãoPOV/ DOMINIC
Olhei para o herdeiro, Lucca, que tremia a poucos metros, com as calças provavelmente borradas.
— Sabe, Lucca... sua irmã tem muito mais culhão do que você. Pelo menos ela não desviou o olhar.
Ele tentou falar algumas coisas, mas não conseguiu apenas me encarou com olhos esbugalhados.
Virei as costas para a ruína e caminhei para a saída. Enquanto meus homens, averigava o lugar. Decidir não matar quem não fosse necessario, queria que eles se lembrassem da minha misericordia duvidosa.
Saí pelos fundos, onde o pátio da sacristia estava envolto em fumaça negra. Avistei o reflexo lunar do cabelo de Alessia imediatamente. Ela estava arrastando a mãe, tentando alcançar um carro. Lorenzo, usando a máscara de palhaço, bloqueou o caminho, mas ela foi mais rápida. Em um movimento técnico que me fez parar por um segundo, ela desferiu um chute violento na canela dele e usou a coronha da pistola para golpear o queixo dele.
Lorenzo cambaleou, pego de surpresa pela agressividade da "boneca". Eu não ajudei. Eu estava fascinado. Aproximei-me por trás dela com o silêncio de um predador de elite.
— Nossa... — Minha voz saiu abafada pela máscara, carregada de uma diversão sádica. — Por essa eu realmente não esperava. A princesinha morde.
Ela girou com uma agilidade que não condizia com o vestido pesado. O braço dela subiu para golpear minha têmpora, mas eu bloqueei o movimento com uma facilidade humilhante e a prensei contra a parede de pedra.
Notei a fenda rasgada no vestido, revelando as pernas roliças e o coldre. Meus olhos percorreram a pele exposta por um milésimo de segundo antes de esmagar o pulso dela com uma força bruta. Ouvi o estalo leve, o som da Beretta caindo no chão. Ela tentou chutar, morder, rosnar. Uma fera encurralada em seda branca.
— Durma, principessa — sussurrei contra sua pele fria, sentindo o calor do pescoço dela contra meus lábios.
Enterrei a agulha na lateral da garganta dela. Alessia estancou. Vi a queimação química apagar o fogo naquelas esmeraldas verdes.
— O seu verdadeiro dono veio te buscar — completei enquanto os joelhos dela cediam.
Eu a segurei antes que atingisse o chão sujo. Ao envolvê-la, notei que Alessia não era a princesa frágil e esquelética que eu imaginei. Ela era farta. Tinha curvas reais, um corpo firme e generoso que preenchia meus braços de uma forma que me pegou totalmente desprevenido e fez instantaneamente meu membro reagir.
Leopoldo Lombardi não quis me vende-la e nem a negociar; ele achou que podia me dizer não.
Então eu fui lá e tomei.
Joguei-a por cima do ombro, sentindo o peso substancial e firme do seu corpo contra o meu, e caminhei em direção ao SUV preto onde Diego e Lorenzo esperavam.
— Ela tem mais fogo do que a aparência sugere — Lorenzo afirmou, limpando o sangue do queixo onde ela o golpeou. — Não era o que eu esperava de uma princesa.
— Nem eu — respondi, jogando-a no banco de trás sem qualquer delicadeza. — Entrem logo. Temos que cruzar a fronteira antes que o "barulho" acorde os Moretti.
Bati a porta com força. Olhei para Alessia uma última vez pelo retrovisor antes de dar partida. Ela parecia serena agora, o cabelo prateado espalhado como seda sobre o banco de couro, mas eu ainda conseguia sentir o rastro do arrepio que aquela ferocidade dela me causou.
Eu não ia apenas quebrá-la. Eu ia saborear cada segundo daquela resistência, cada curva daquele corpo que o pai dela tentou esconder, até que não sobrasse nada além da marca dos Ferraro na alma dela.







