O hospital parece uma cidade que nunca dorme. Luzes frias, passos apressados, vozes sussurradas e aquela constante sensação de que o tempo escorre de forma diferente ali dentro — mais denso, mais lento, mais cru.
Minha equipe havia providenciado tudo. O cômodo ao lado da UTI, antes uma sala de apoio para médicos plantonistas, foi reorganizado. Mesa larga, duas poltronas, um sofá confortável, frigobar, e o mais importante: uma cama. Peço para manterem tudo o mais discreto possível.
Dona Natália