DORIAN
Ela está debaixo de mim. De novo. Mas agora é diferente.
Não há silêncio. Não há ternura. Não há conversa pendurada no ar.
Só desejo.
Cru, suado, feroz.
Minhas mãos apertam seus pulsos contra o colchão enquanto minha língua invade sua boca com uma fome que beira o insuportável. Lara geme, morde meu lábio inferior e arqueia os quadris, implorando por fricção — como se o corpo dela tivesse esperado por esse momento a vida inteira. Como se só eu pudesse resolver o que arde entre as pernas d