LARA
Ainda estou sobre ele, com a respiração entrecortada e o sorriso da vitória brincando nos meus lábios, quando sinto as mãos de Dorian deslizarem pelas minhas costas com uma lentidão que não promete descanso.
Promete revanche.
— Agora é minha vez — ele diz, com aquela voz grave, recém-desperta, que parece ter nascido para me desmontar.
Eu rio, mas o riso não dura. Porque ele se move. Com agilidade surpreendente para alguém que mal tinha forças há poucos minutos, me vira com um único impulso