LARA
A mansão está silenciosa demais.
Não o silêncio de paz, mas o da ausência. Aquele que preenche os espaços com dúvidas, que ecoa mais alto do que qualquer palavra dita.
Não vi Dorian sair. Não deixou bilhete. Não mandou mensagem. Não disse nada.
Depois de tudo que jogou na minha cara mais cedo, esperava mais. Ou talvez menos. Um gesto. Um lembrete da máscara que devo vestir. Mas não. Ele saiu como se eu não existisse. E, de certa forma, talvez seja isso mesmo que ele queira me lembrar: que,