DORIAN
O relógio da recepção marca 19h43.
Fazem tempo demais desde que a porta de vidro se fechou atrás dela. Desde que a equipe médica correu empurrando a maca como se cada segundo fosse um fio entre a vida e o abismo. Desde que me disseram para “aguardar” — como se eu fosse capaz de aguardar qualquer coisa.
Eu não aguardo. Eu luto. Eu avanço. Eu compro, quebro, construo. Mas aqui… aqui eu não sou Dorian Vega, o homem que controla impérios. Sou só um homem que não consegue respirar enquanto o