DORIAN
A sala de espera da ala de emergência parece um santuário forjado às pressas. Tudo branco, limpo, iluminado com claridade artificial que ofusca e cansa. Eu estou sentado, mas não relaxado. Estou com os cotovelos apoiados nos joelhos, as mãos unidas como quem ora — ou ameaça.
Catarina está ao meu lado, cruzando e descruzando as pernas, alternando entre mensagens e ligações discretas. Benjamin está resolvendo a burocracia com a direção do hospital. David está cuidando da imprensa lá fora —