LARA
A lareira estala com uma cadência quase hipnótica, como se quisesse competir com o ritmo do meu coração.
A madeira range discretamente sob nossos pés quando nos movemos pela sala, ainda aquecida pela dança dos nossos corpos e pelo beijo com gosto de chocolate quente que ficou na minha pele. Dorian caminha devagar, como se não tivesse pressa para nada. Como se o tempo realmente tivesse congelado lá fora e ele soubesse que agora não há urgências além de mim.
Ele me observa enquanto dobra com