Isadora
Chego em casa já no fim da tarde, cansada de fingir normalidade no escritório, como se minha vida não estivesse se despedaçando por dentro. Vou direto para o quarto de Enrico, porque nada me acalma mais do que vê-lo dormir, tão sereno, dentro do seu mundo infantil e seguro. Ele está deitado de lado, o cobertor puxado até a cintura, os cílios longos descansando sobre a pele macia. Sento-me na poltrona ao lado, observando sua respiração ritmada, e sinto a tensão dos ombros aliviar só