Sebastian
A noite estava silenciosa demais. Tinha algo na quietude daquela casa que me deixava inquieta — talvez porque eu me acostumei a associar silêncio com medo desde o sequestro. Estava deitada na cama, de luz apagada, mas sem conseguir fechar os olhos por mais de alguns minutos. O relógio do criado-mudo marcava quase onze da noite, e Sebastian ainda não tinha chegado.
Ele vinha passando mais tempo na empresa, tentando reorganizar tudo o que ficou parado enquanto me procurava. E eu