Não somos santos

Isadora

Enrico dormia sereno no berço, respirando com um som suave que só os bebês fazem, e eu fiquei ali por um instante, observando o movimento lento do peito dele subir e descer. Aquele pequeno era o meu pedaço de paz em meio ao caos. Beijei de leve sua testa, ajeitei a manta e saí do quarto com o coração apertado. Eu detestava deixá-lo, mesmo que por alguns minutos. Era uma sensação estranha de que eu estava o abandonando.

Minha mãe tinha acabado de sair para dar uma volta, prometendo voltar antes do jantar. Ela queria voltar para Fortaleza e decidiu que precisava levar lembrancinhas da capital paulista para os amigos e vizinhos. A casa estava estranhamente silenciosa — sem vozes, sem passos apressados, sem Sebastian rondando o escritório ou falando ao telefone. Essa ausência me deu um tipo de coragem que eu nem sabia que ainda tinha. Talvez fosse a hora de esclarecer o que vinha me incomodando desde que Kaisen mencionou o nome de Eduardo.

Peguei o celular e disquei o núm
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