Os socorristas trabalham com a calma afiada da urgência: sondas, curativos, pressões, perguntas técnicas para que eu não fique em pé segurando o nada. O policial que trouxe a notícia se mantém ao canto, os olhos evitando os meus, talvez culpado por ter demorado, por tantas coisas que só significam mais dor. Danilo segura o meu ombro, uma mão firme, e Bart está do outro lado, tronco rígido, mas com a boca trincada num raro sinal de alívio. Meu corpo inteiro está ali, na cama, como se eu tentas