Sebastian
Depois que os policiais saem, o quarto parece expandir em silêncio. O som da porta se fechando ecoa leve, como se alguém tivesse desligado o mundo lá fora. A claridade filtrada pelas persianas deixa o ar morno e opaco, e por um instante, eu só ouço o som das máquinas: o bip compassado do monitor cardíaco, o gotejar suave do soro. Eu respiro fundo, tentando lembrar que estou viva, que tudo aquilo — o frio, a escuridão, as vozes, o cheiro de mofo e metal — ficou para trás. Mas ainda