Isadora
Acordar não foi um processo simples. Era como se minha mente estivesse nadando contra uma maré pesada, toda tentativa de abrir os olhos sendo vencida por um peso invisível. Quando finalmente consegui, a claridade era quase nula, apenas um fiapo de luz escorrendo de algum ponto que eu não identificava. O teto baixo e sufocante denunciava que eu não estava em nenhum lugar familiar.
Levei alguns segundos até perceber a pressão em meus pulsos. As mãos estavam presas, amarradas com for