ISADORA
Quando a ligação conecta e o silêncio se rompe, sinto meu coração acelerar como se fosse explodir no peito. Do outro lado da linha, a voz de Rebeca soa firme, quase despreocupada:
— Isa.
Fecho os olhos, puxo o ar fundo e seguro a respiração por um instante, como quem prepara terreno antes de pisar em campo minado.
— Oi, Rebeca. Como estão as coisas por aí?
Ela responde com uma calma que me irrita.
— Tudo bem. Como sempre. — E noto que fala sem peso algum, como se nada tivess