SEBASTIAN
O escritório parece um museu da minha própria vida. Há porta-retratos por todos os lados: eu e Isadora sorrindo em viagens, abraçados em lugares que não reconheço, em festas que não consigo lembrar. Observo cada detalhe como quem estuda uma pintura antiga em busca de um significado, mas o vazio é absoluto. Nenhuma fagulha de lembrança. Nenhuma emoção que me resgate daquele abismo. Apenas rostos felizes que parecem pertencer a outras pessoas.
De repente, vozes ecoam pelo corredo