Sebastian está sentado no sofá, com Enrico no colo. Vejo a cena da entrada da sala, em silêncio, como se qualquer movimento meu pudesse espantar o momento raro que se desenrola diante dos meus olhos. Ele segura o bebê de um jeito meio torto, o braço rígido, como se tivesse medo de deixar o pequeno escorregar por entre os dedos. Mesmo assim, permanece. Não devolve Enrico depressa, como nas outras vezes.
Seus dedos tocam a mãozinha gordinha do bebê, que se fecha instintivamente em volta do in